IEED - Irmandade Espiritual Estrela D'Alva

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Author: Felipe da Silva Rangel (page 1 of 5)

Hilda por Camilla

No mês de nascimento de Reverendíssima Maly-Hilda, a sacerdotisa Camilla Fernanda ministrou uma palestra falando da Obra do Missionário. Eis aqui um pouco dos passos de Hilda para a consolidação da Irmandade.

http://renovadorieed.blogspot.com.br/2014/10/hilda-por-camilla.html

Lembranças da Mocidade

As lembranças de infância de Cosme e Damião me fizeram estender as recordações para a adolescência. Mas a presença na Mocidade IEED acabou enchendo o baú além de uma única cerimônia. Mais aqui, em O RENOVADOR

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Mediunidade: elo entre criador e criatura

No último trimestre, a IEED apresentou palestras a respeito de mediunidade e, também, sobre vida e obra de Reverendíssima Maly-Hilda. Apresento aqui o esboço da palestra apresentada pelo Reverendo Felipe Rangel no último dia 5 de agosto:

Mediunidade: descobrindo o universo Médium vem de “meio”, ou “médio”. É parente de palavras como “intermediário”, “meridiano”, “medíocre”. Vem de “meio”, ou “me”, que significa “entre”.

Entre o mundo material e o espiritual Estudiosos dão conta de que se trata de um mecanismo tão intrínseco ao físico quanto os cinco sentidos. Kardec é um deles. Há espíritos que identificaram uma glândula responsável por tal comunicação com o astral; é a Epífise, ou glândula pineal, localizada no centro do cérebro.

Diz-se que é a capacidade de se comunicar com o mundo dos espíritos. Tal definição, no entanto, nos faz crer que esse mundo está muito distante.

Voltemos à Antiguidade pra descobrir o quão ampla é esta definição. Numa de suas teorias mais brilhantes, Platão versa sobre um certo mundo das ideias, que seria a matriz de tudo o que conhecemos do “lado de cá”, o mundo sensível. Segundo ele, o verdadeiro conhecimento está lá, e não aqui.

Ele diz ainda que a espiritualidade, mesmo invisível aos olhos humanos, é captável pela inteligência.

De certa forma, é daí que surgem as bases para o que acreditamos. Muitos livros introdutores do Espiritismo repetem tal teoria em outras palavras. O mundo para onde vão os espíritos após o desencarne é parecido com o que se viveu na Terra. Nos reinos superiores, tudo é mais sublime do que aqui.

Tal comunicação acontece em todas as crenças, cada uma a seu jeito. O Daimoku budista, chamado de “rei dos sutras”, coloca vida em harmonia com o Universo e em conexão com Buda. Nam Myoho Rengue Kyo

NAM = devoçãoMYOHO = lei mística (equilíbrio entre material e espiritual); RENGUE = lei de causa e efeito; KYO = conexão

Esse tal mundo superior está em constante interação com a Terra. Há na Bíblia incontáveis exemplos. Em Marcos, Jesus expulsa os demônios de um homem. E a Legião foi para uma manada de porcos, que se jogou ao mar.

Em Atos dos Apóstolos, Saulo, perseguidor intransigente da “seita do caminho”, como se chamavam os cristãos, cavalgava rumo a Damasco quando foi surpreendido por um facho de luz. Era Jesus, que dizia: “Saulo, por que me persegues?” Completamente cego, ele foi ao encontro de Ananias, que o converteria. Então, Paulo de Tarso iria de um extremo a outro. Se tornaria o propagador do Cristianismo.

A IEED é fruto de tudo isso. A incorporação é a porta de entrada para o desabrochar da mediunidade, mas reconhecemos outras seis, que são também muito usadas. Há relatos de que o missionário se materializava e, assim, Mestre Wandú se tornava visível. Estão presentes aí a mediunidade sacrária e a de linhas.

Quando o Guia Dirigente pede para ler um endereço e pedir “traz o que tem lá”, é um lampejo da mediunidade de forças, o transporte. Quando te pede para ver o que está além do copo d´água que serve de ponto de apoio, está exercitando a de linhas (vidência).

Quando o Guia pede uma auréola geral e nos faz conectar a correntes espirituais, é uma fagulha da Sacrária (Vidência cerebral).

Encerramento

Vou pegar carona num dito da Irmã Maçon-Mor, que fez uma linda explanação sobre os Preceitos dos Trimestres. No primeiro, a imperiosidade de ser humilde; no segundo, o necessário combate às inferioridades e o equilíbrio entre céu e Terra; no terceiro, a humildade já cristalizada nos leva a desejar o aperfeiçoamento da mediunidade; no quarto, todo esse aparato nos deve preparar para a necessária prestação de contas final (que pode ou não nos levar às “dores da alma”).

Também cito Gustavo quando, em Wantuil, falou em descrença. Posto que, com tudo isso, sabemos que a mediunidade é, na verdade, a conexão com Deus.

Lembranças de Cosme e Damião

Cosme e Damião simboliza um retorno ao passado. Criança, eu torcia para que os carros que passavam na rua da Mata trouxessem os amigos. Era uma época de quase nenhuma responsabilidade. Na etapa de sábado à noite, dedicada aos já ingressos na Auréola, só entrávamos se fizéssemos parte de alguma apresentação artística. Só participávamos, mesmo, no encerramento geral, no domingo à tarde, com a roupa de Ângelus e a capa cor de rosa.

A primeira recordação veio recortada. Num momento do encerramento geral, minha mãe estava ao meu lado e eu segurava um brinquedo. Fecho os olhos e ela já não estava mais lá. Voltou com a voz infantilizada.

– Me dá isso aqui, que é meu

Era um daqueles tantos cosminhos. Desde em especial não sei ainda precisar o nome. Depois, ele voltou com duas bolas, uma pequena, pouco maior que uma bola de tênis, e uma de tamanho padrão, daquelas de plástico, coloridas. Encantei-me pela maior, e com ela fiquei. Meses depois, a pobre aprontou de quebrar um lustre e morreu a facadas de uma mãe pra lá de zangada.

A segunda lembrança já traz mais nitidez, mas foi um ano com pouca cor. Senti-me o Charlie Brown, o garoto cheio de sonhos que vê as coisas sempre darem errado. Certa vez, foi à casa da garotinha ruiva e, sem coragem, ficou na porta. Lino, o melhor amigo, entrou e tomou leite com biscoitos com ela. A minha “garotinha ruiva” me deu um fora. Preferia um colega de escola que brincava de casamento. “Ele é um amor”.

No dia das Bruxas, Charlie fez em sua roupa de fantasmas mais olhos do que o necessário. Saiu com os colegas em busca de gostosuras. Só ganhava pedras. E as pedras pareciam me assombrar no dia seguinte.

Em Cosme, a distribuição de brinquedos e doces não é uma festa. Representam a tentativa de sanar necessidades espirituais. Tal lógica, no entanto, é para a mente já vivida de um veterano na guerra da vida. Para uma criança, ganhar algo novo sempre descortinará a alegria da descoberta de novos mundos. E ficar de mãos vazias enquanto todos os outros ganham traz tristeza.

Aconteceu comigo. Somente as crianças do lado de lá do templo ganhavam. O amável “vô” Nego Bento controlava a auréola com incomum mão de ferro. Levou-a para a salinha contígua para continuar o trabalho.

A mesa estava posta, e restavam poucos brinquedos. Tive ímpeto de pegar um carrinho vermelho, mas uma sensação de proibido me freava. Chorei sentido, e o pranto ecoou. Um deles quis me dar guaraná pra me acalmar. Virei o centro das atenções. Penalizaram-se, e enfim ganhei a minha cota de brinquedos.

Após o encerramento, minha mãe correu para o nosso carro, uma Brasília cor de vinho. Queria ir embora logo. Disse que eu “não precisava chorar assim”. Meu pai, furioso, entrou reclamando. “Chorar por causa de brinquedo? Isso tá errado”. Dona Marcia saiu em minha defesa. “Tá certo, Sergio. Ele viu todo o mundo ganhar brinquedo e ele, não”.

Saí da Mata com um carrinho e uma espada de plástico, parecida com a do He Man. No ano seguinte, houve uma preocupação para explicar que quem ganha mais brinquedos têm mais necessidades. “Se vocês não ganharam, é porque não precisam.”

Depois de tanto tempo, mesmo uma história com tantos percalços é revista com saudade. Ainda que não escape da necessária seriedade, Cosme e Damião é doçura e inocência em seu estado mais puro. Há também lembranças da adolescência. Mas isso é uma outra história.

Uma visita às origens

O irmão de Brasília Augusto Hosanna Assis de Oliveira esteve na China. E nos trouxe preciosidades.
Ele visitou o Templo de Hua Tuo, nosso Mestre Wandú e também esteve na casa onde o curador chinês nasceu. Segundo ele, há no local uma energia muito forte. Passo aqui alguns trechos do seu “diário de bordo”. No primeiro, ele relata a religiosidade da população:
Primeira coisa importante:
Os chineses costumam passar o primeiro dia do ano orando e meditando dentro dos templos para que tenham um bom ano.
Nós conseguimos passar o primeiro dia do ano dentro do templo de SS.Wandú orando e meditando. Apesar de não ter recebido nenhuma oração específica da IEED, fizemos a oração de SS. Wandu e todas as kabalas sacerdotais e pontos necessários à fixação do nosso trabalho no Oriente.
Passamos a virada do ano novo chinês, do ano do coelho para o do dragão. Que, segundo eles, é o ano mais próspero em todos os sentidos,. É também o ano da fertilidade, o ano em que todas as famílias querem ter seus bebês.
A visita à casa onde o Mestre nasceu é quase uma epifania.

A cidade de sua santidade Wandú é um vilarejo para os chineses (2 milhões de habitantes) e para eles é um vilarejo. Uma planície belíssima cheia de plantações de arroz, casas de barro e pau a pique, muita sujeira e pouco desenvolvimento.

O centro da cidade já é mais desenvolvido e o templo fica dentro deste centro, num local que funciona como museu, templo e jardim ao mesmo tempo. Agora o mais importante de tudo, é que por uma ironia do destino, as forças nos encaminharam de alguma maneira para um outro lugar um pouco mais afastado, no meio de um vilarejo com estrada de terra em meio a muita plantação de arroz que era nada mas nada menos do que a casa onde SS. Wandu nasceu.

Só de escrever agora fico todo arrepiado de lembrar do local. Uma energia muito maior até do que a do templo dedicado a ele.

Essa cidade é o centro onde se desenvolveu a medicina na china, onde os médicos alternativos e acupunturistas vão estudar, buscar ervas específicas para tratamentos diversos.

Mariane

Na volta de um anjo a sua morada, Deus convocou o sol a celebrar a liberdade

A Solenidade de Oxóssi dava os seus primeiros acordes. Ela chegara com a mãe e a irmã e, sentada numa cadeira, era saudada pelos caciques e curada pelos pajés do Espaço. Mal sabiam os terrenos o que o templo e seus Guias já enxergavam: aquela era a última vez. Em si mesmo, Mata Virgem pensou: “Ela está se desligando da Terra”.

Volto vinte anos no tempo, em que ainda era Mocidade. Vivi toda a adolescência com os pés fincados firmes naquela estrutura espiritual. Lembro-me de que Mariane falava como se o mundo fosse acabar. Era a repórter da TV que amava a Xuxa e os New Kids. Brincava e imaginava como se, tal qual o Menino Maluquinho de Ziraldo, nunca mais conseguisse segurar a vida.

Teve com o tempo uma relação ao mesmo tempo cordial e conflituosa. O senhor das horas não permitiu que ela crescesse e, assim, experimentasse as más astúcias da vida madura. Alma valente que era, suportou por três décadas a mais dura das missões. Aprisionada numa veste declinante dotada de mente errante.

E então a doce criança confirma a profecia dos Guias e sem sobressaltos se vai. Ainda que vez por outra perdesse a calma, deixou pela estrada um caminho florido pela mais pura inocência. Não à toa, na despedida havia flores e uma sinfonia de pássaros. Eram os anjos celebrando a volta de um dos seus.

É claro que a dor despertou latente. Porque Cenira foi obrigada a ver a filha partir. Porque Cristiane teve de equilibrar-se entre a lágrima e a necessidade de virar alicerce de tal transição. Mas, se não a pôde amenizar, a vida transformou a tristeza em beleza. Porque uma existência foi, a seu jeito, amada. E, a seu jeito, também amou.

Não é mais daquele jeito. Seu verdadeiro eu enfim se mostrou: uma linda mulher de cabelo cacheado, vestido cor de rosa e sorriso iluminado. O pai, de tão forte ligação, a levou pelos braços. Mariane nunca foi deste mundo. E agora finalmente vai viver.

Vai com Deus, menina.

Reis simboliza o fim do Natal

 

São Sebastião, ao fundo, dá os primeiros passos do Ano Lunar

O dia dedicado aos Reis Magos pontifica o fim dos festejos natalinos. Mistérios da história antiga, conta-se que eram três e seguiram uma estrela que os levaria ao rei dos judeus. Chamados de Baltazar, Melchior e Gaspar, eram seguidores do zoroastrismo, que, tal qual as crenças ocidentais, acreditam na vinda de um “messias”.

Os Reis teriam encontrado o rei Herodes – aquele que, de acordo com o evangelho de Mateus, conhecedor das escrituras que prenunciavam o rei, já temia o tal Messias. Teria pedido a eles que lhe ensinasse o caminho da criança para A adorar. Mas, alertados pelos céus, voltaram ao Oriente por outro caminho.

Um programa-documentário chamado “Detetives do passado” perseguiu a história desses vultos. Descobriu que seus restos mortais dão a dica de que se trata de três homens de diferentes faixas etárias: um homem em idade avançada, um homem adulto e um jovem. Pelo Ensinamento IEED, Baltazar, talvez o velho, personaliza Wandú e traz o ouro, representante do Sol, que reverencia a grandiosidade espiritual de Jesus.

Melchior, o adulto, é Wantuil e presenteia com a mirra. Usada pelos egípcios como embalsamadora em rituais de mumificação, representa a libertação do espírito de suas mazelas terrenas. Gaspar, o jovem, trazia o incenso, que simboliza purificação da matéria para a sua ligação com o Superior.

Na primeira cerimônia de 2012, dedicada a Mestre Wandú, os sacerdotes agradeceram por ter vencido as adversidades da vida. “Agradeço a todas as vezes em que ela me disse ‘não'” disse Livia de Campos Benedicto, que em 6 de janeiro completou 33 anos e prestou emocionada homenagem à mãe, Arlete Aparecida Jesuíno de Campos. O Irmão Maçon-mor Cesar Alexandre Paglarin comemorou a unificação e o comprometimento dos integrantes da Maçonaria Oriental Wanduísta, que completava 60 anos.

Nos momentos finais, Wen Chen, uma das esposas de Wandú, recebeu os agradecimentos e celebrou o amor. O presépio partiu levando os pedidos e deixando as esperanças.

 

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