IEED - Irmandade Espiritual Estrela D'Alva

Site oficial da Irmandade Espiritual Estrela D'Alva - SP

Category: Uncategorized (page 2 of 3)

Cerimônia de Pretos Velhos – 13/05/2016

1605 Pretos Velhos-17

Dando continuidade ao calendário IEED, o mês de maio traz valores e proporciona vibrações peculiares para a Irmandade: além de ser o Mês de Maria, período no qual diariamente são feitas exaltações à Nossa Senhora, sempre organizadas pela Maçonaria Feminina IEED e abertas para quaisquer interessados poderem participar, o 5º mês do ano tem no dia 13 uma data especial para Estrela D’Alva, pois nesse dia é celebrada a Cerimônia de Pretos Velhos.

Continue reading

Trabalho do Caracol (21/05)

A todas as Germinativas,

No dia 21/05, sábado, no terreiro de Iemanjá (Mata), no Jd. Colibri, a Maçonaria Feminina IEED (MFI) realizará uma reunião específica, às 9h para a Escola e, às 10h, para sócias e público feminino em geral. Continue reading

Cerimônia de São Jorge

Enfim, se aproxima mais uma cerimônia em homenagem a São Jorge, que no sincretismo, é representado por Ogum. Para abrilhantar ainda mais a ocasião, neste ano a cerimônia terá início exatamente no Dia de São Jorge, 23/04, com os trabalhos exclusivos para a Auréola.

image

No domingo, dia 24, será feita a segunda parte do trabalho, aberta para associados da Irmandade Espiritual Estrela D’Alva e moradores do Jardim Colibri, em Cotia – SP. A manhã da segunda-feira, dia 25, marcará o encerramento da cerimônia, que terá participação apenas de membros da Auréola. Com certeza, será um fim de semana de alimentação espiritual e renovação para todos.

Já nos trabalhos de fixação da cerimônia de São Jorge, feitos no último sábado (16/04), foi possível à Escola vivenciar um pouco da energia que todos nós poderemos sentir no próximo fim de semana, no trabalho que é um dos mais marcantes do calendário IEED.

Em diversas ocasiões, o Iluminado Ogum Megê fez questão de dizer que foi Deusa Lunar que deu a ele o privilégio de trabalhar em Estrela D’Alva, com os filhos dela. Isso só nos dá ainda mais certeza de que estamos muito bem guiados e protegidos. Que venha a cerimônia de São Jorge, e que ela nos traga, mais uma vez, a luz que buscamos.

Piero Maia Paglarin

Hilda por Camilla

No mês de nascimento de Reverendíssima Maly-Hilda, a sacerdotisa Camilla Fernanda ministrou uma palestra falando da Obra do Missionário. Eis aqui um pouco dos passos de Hilda para a consolidação da Irmandade.

http://renovadorieed.blogspot.com.br/2014/10/hilda-por-camilla.html

Lembranças da Mocidade

As lembranças de infância de Cosme e Damião me fizeram estender as recordações para a adolescência. Mas a presença na Mocidade IEED acabou enchendo o baú além de uma única cerimônia. Mais aqui, em O RENOVADOR

http://renovadorieed.blogspot.com.br/2014/10/lembrancas-da-mocidade.html

Mediunidade: elo entre criador e criatura

No último trimestre, a IEED apresentou palestras a respeito de mediunidade e, também, sobre vida e obra de Reverendíssima Maly-Hilda. Apresento aqui o esboço da palestra apresentada pelo Reverendo Felipe Rangel no último dia 5 de agosto:

Mediunidade: descobrindo o universo Médium vem de “meio”, ou “médio”. É parente de palavras como “intermediário”, “meridiano”, “medíocre”. Vem de “meio”, ou “me”, que significa “entre”.

Entre o mundo material e o espiritual Estudiosos dão conta de que se trata de um mecanismo tão intrínseco ao físico quanto os cinco sentidos. Kardec é um deles. Há espíritos que identificaram uma glândula responsável por tal comunicação com o astral; é a Epífise, ou glândula pineal, localizada no centro do cérebro.

Diz-se que é a capacidade de se comunicar com o mundo dos espíritos. Tal definição, no entanto, nos faz crer que esse mundo está muito distante.

Voltemos à Antiguidade pra descobrir o quão ampla é esta definição. Numa de suas teorias mais brilhantes, Platão versa sobre um certo mundo das ideias, que seria a matriz de tudo o que conhecemos do “lado de cá”, o mundo sensível. Segundo ele, o verdadeiro conhecimento está lá, e não aqui.

Ele diz ainda que a espiritualidade, mesmo invisível aos olhos humanos, é captável pela inteligência.

De certa forma, é daí que surgem as bases para o que acreditamos. Muitos livros introdutores do Espiritismo repetem tal teoria em outras palavras. O mundo para onde vão os espíritos após o desencarne é parecido com o que se viveu na Terra. Nos reinos superiores, tudo é mais sublime do que aqui.

Tal comunicação acontece em todas as crenças, cada uma a seu jeito. O Daimoku budista, chamado de “rei dos sutras”, coloca vida em harmonia com o Universo e em conexão com Buda. Nam Myoho Rengue Kyo

NAM = devoçãoMYOHO = lei mística (equilíbrio entre material e espiritual); RENGUE = lei de causa e efeito; KYO = conexão

Esse tal mundo superior está em constante interação com a Terra. Há na Bíblia incontáveis exemplos. Em Marcos, Jesus expulsa os demônios de um homem. E a Legião foi para uma manada de porcos, que se jogou ao mar.

Em Atos dos Apóstolos, Saulo, perseguidor intransigente da “seita do caminho”, como se chamavam os cristãos, cavalgava rumo a Damasco quando foi surpreendido por um facho de luz. Era Jesus, que dizia: “Saulo, por que me persegues?” Completamente cego, ele foi ao encontro de Ananias, que o converteria. Então, Paulo de Tarso iria de um extremo a outro. Se tornaria o propagador do Cristianismo.

A IEED é fruto de tudo isso. A incorporação é a porta de entrada para o desabrochar da mediunidade, mas reconhecemos outras seis, que são também muito usadas. Há relatos de que o missionário se materializava e, assim, Mestre Wandú se tornava visível. Estão presentes aí a mediunidade sacrária e a de linhas.

Quando o Guia Dirigente pede para ler um endereço e pedir “traz o que tem lá”, é um lampejo da mediunidade de forças, o transporte. Quando te pede para ver o que está além do copo d´água que serve de ponto de apoio, está exercitando a de linhas (vidência).

Quando o Guia pede uma auréola geral e nos faz conectar a correntes espirituais, é uma fagulha da Sacrária (Vidência cerebral).

Encerramento

Vou pegar carona num dito da Irmã Maçon-Mor, que fez uma linda explanação sobre os Preceitos dos Trimestres. No primeiro, a imperiosidade de ser humilde; no segundo, o necessário combate às inferioridades e o equilíbrio entre céu e Terra; no terceiro, a humildade já cristalizada nos leva a desejar o aperfeiçoamento da mediunidade; no quarto, todo esse aparato nos deve preparar para a necessária prestação de contas final (que pode ou não nos levar às “dores da alma”).

Também cito Gustavo quando, em Wantuil, falou em descrença. Posto que, com tudo isso, sabemos que a mediunidade é, na verdade, a conexão com Deus.

Lembranças de Cosme e Damião

Cosme e Damião simboliza um retorno ao passado. Criança, eu torcia para que os carros que passavam na rua da Mata trouxessem os amigos. Era uma época de quase nenhuma responsabilidade. Na etapa de sábado à noite, dedicada aos já ingressos na Auréola, só entrávamos se fizéssemos parte de alguma apresentação artística. Só participávamos, mesmo, no encerramento geral, no domingo à tarde, com a roupa de Ângelus e a capa cor de rosa.

A primeira recordação veio recortada. Num momento do encerramento geral, minha mãe estava ao meu lado e eu segurava um brinquedo. Fecho os olhos e ela já não estava mais lá. Voltou com a voz infantilizada.

– Me dá isso aqui, que é meu

Era um daqueles tantos cosminhos. Desde em especial não sei ainda precisar o nome. Depois, ele voltou com duas bolas, uma pequena, pouco maior que uma bola de tênis, e uma de tamanho padrão, daquelas de plástico, coloridas. Encantei-me pela maior, e com ela fiquei. Meses depois, a pobre aprontou de quebrar um lustre e morreu a facadas de uma mãe pra lá de zangada.

A segunda lembrança já traz mais nitidez, mas foi um ano com pouca cor. Senti-me o Charlie Brown, o garoto cheio de sonhos que vê as coisas sempre darem errado. Certa vez, foi à casa da garotinha ruiva e, sem coragem, ficou na porta. Lino, o melhor amigo, entrou e tomou leite com biscoitos com ela. A minha “garotinha ruiva” me deu um fora. Preferia um colega de escola que brincava de casamento. “Ele é um amor”.

No dia das Bruxas, Charlie fez em sua roupa de fantasmas mais olhos do que o necessário. Saiu com os colegas em busca de gostosuras. Só ganhava pedras. E as pedras pareciam me assombrar no dia seguinte.

Em Cosme, a distribuição de brinquedos e doces não é uma festa. Representam a tentativa de sanar necessidades espirituais. Tal lógica, no entanto, é para a mente já vivida de um veterano na guerra da vida. Para uma criança, ganhar algo novo sempre descortinará a alegria da descoberta de novos mundos. E ficar de mãos vazias enquanto todos os outros ganham traz tristeza.

Aconteceu comigo. Somente as crianças do lado de lá do templo ganhavam. O amável “vô” Nego Bento controlava a auréola com incomum mão de ferro. Levou-a para a salinha contígua para continuar o trabalho.

A mesa estava posta, e restavam poucos brinquedos. Tive ímpeto de pegar um carrinho vermelho, mas uma sensação de proibido me freava. Chorei sentido, e o pranto ecoou. Um deles quis me dar guaraná pra me acalmar. Virei o centro das atenções. Penalizaram-se, e enfim ganhei a minha cota de brinquedos.

Após o encerramento, minha mãe correu para o nosso carro, uma Brasília cor de vinho. Queria ir embora logo. Disse que eu “não precisava chorar assim”. Meu pai, furioso, entrou reclamando. “Chorar por causa de brinquedo? Isso tá errado”. Dona Marcia saiu em minha defesa. “Tá certo, Sergio. Ele viu todo o mundo ganhar brinquedo e ele, não”.

Saí da Mata com um carrinho e uma espada de plástico, parecida com a do He Man. No ano seguinte, houve uma preocupação para explicar que quem ganha mais brinquedos têm mais necessidades. “Se vocês não ganharam, é porque não precisam.”

Depois de tanto tempo, mesmo uma história com tantos percalços é revista com saudade. Ainda que não escape da necessária seriedade, Cosme e Damião é doçura e inocência em seu estado mais puro. Há também lembranças da adolescência. Mas isso é uma outra história.

Older posts Newer posts
Optimization WordPress Plugins & Solutions by W3 EDGE