IEED - Irmandade Espiritual Estrela D'Alva

Site oficial da Irmandade Espiritual Estrela D'Alva - SP

Category: Sem categoria (page 2 of 8)

Feliz 2012

Regência do novo ano:

Força 8 – Marumbos

Com aval de:

Oxóssis

Velhas Curandeiras

Oriente

 

Chega ao fim o ano da superação. Dois mil e onze foi regido por Tranca-Ruas e Netuno. Guardou, contudo, importantes realizações materiais.

Um trabalho de formiguinha da nova diretoria galgou as doações necessárias para a reforma do Templo Sacerdotal da Mata. De tão intensa, parece que ela guardou em si uma nova seara.

Uma semana antes da reinauguração, as Santidades foram desentronizadas. Do alto de sua morada, Wandú pareceu alertar por cautela. “Acho que ele não gostou muito de ter saído de lá”, disse uma reverenda. “Pra mim, é como se ele avisasse: ‘vê lá o que vocês vão fazer com a minha casa'” disse outra.

Na volta, o brilho era diferente. O templo inaugurado em 1984 ainda guardava a história daqueles que, nos primórdios, dormiam nos carros por falta de vestiário e se apertavam no que hoje é o pequeno salão de preparação, ainda no terreiro exotérico, para realizar um trabalho sacerdotal. Mas tinha feições do presente.  As aulas que o circundam agora se guardam em banners. A morada dos santos tem novo acesso – por dentro do templo.

A fita branca se cortava pra um novo tempo. Wandú voltava pelos braços de seus filhos em triunfo, em momento que arrancou lágrimas. Deusa Lunar e Wantuil o seguiram, também com pompa.

No terreiro, reformamos também o refeitório e fizemos novos banheiros, dando uma melhor estrutura para os associados se organizar para os trabalhos.

Sob a ótica espiritual, os Guias insistiam em fazer com que os filhos preparassem o terreno e plantassem, para colher belezas num ano sob a égide de Mãezinha. “Dois mil e doze é Ano Lunar. Poucas pessoas terão períodos ruins”, disse o Iluminado Ogum Megê. Vão em busca de suas realizações”.

Que este seja o melhor ano de nossas vidas.

 

Em tempo de Nossa Senhora

Na reunião exotérica desta terça-feira (11), as Entidades dirigentes enviaram mensagens de perseverança.

Velha Guilhermina exaltou o amor. “Não só o de homem e mulher, mas em todas as suas vertentes.” Nego Bento preparou o caminho para o ano que vem. Aconselhou a libertação das “mirongas” para entrar limpo em 2012.

O segundo, que trabalha em ligação com o caráter, explicou a dinâmica do quarto trimestre. “Não é só o recolhimento do ano que passa, mas também é preparação para o próximo”.

Aproveitando os fluidos ainda presentes de Senhora de Nazaré, o Iluminado Ogum Megê aconselhou seus filhos a fazer os seus clamores à lua cheia. E também a Nossa Senhora de Aparecida. “Maria não é só católica; é de todos os filhos que têm fé”.

Nunca é demais recordar

Na reunião exotérica desta terça-feira (23), a mediunidade voltou a ser enfatizada.

O diretor espiritual, Sergio Florentino Pereira Rangel, fez a palestra sobre mediunidade. Ele chegou à Irmandade, ainda em Estrela D’Alva (RJ) em 1967, e conheceu Reverendíssima Maly Hilda, o missionário da Obra. Segundo ele, e disse ter presenciado várias coisas maravilhosas. “Quando ela se foi, passei a trabalhar com o diretor espiritual da época (Alcides Alves Carneiro)”.

Rubian, nome de espírito de Alcides, ensinou muito do andamento dos trabalhos espirituais. Alertou, principalmente, sobre coisas que não poderiam acontecer. Ao se iniciar, Sergio dedicou-se a Maly em homenagem a Hilda e à Obra que ela criou. “Todos os ensinamentos sobre a lua e os astros servem para fortalecer a mediunidade, instrumento usado para nos curar espiritualmente.

Na preleção habitual dos Guias Dirigentes, Iluminada Maria de Guiné foi pelo mesmo caminho. “Mediunidade não pode ser fardo”. Enquanto isso, Vovó Angolinha reafirmou a necessidade de exame de consciência. “Troquem vaidade por humildade. Vaidade e orgulho não servem pra nada. Humildade é uma forma de se iluminar”. Velho João fez uma retomada do seu trabalho: o equilíbrio. “Ele deve estar presente em tudo”.

As bênçãos do novo Templo

Terreiro de Iamanjá: Templo Sacerdotal renovou energias do Templo Filhos de S. S. Deusa Lunar

A Reunião de Kardec desta terça-feira falou de amor, perdão e mediunidade. Também prestou homenagem a dois baluartes da mediunidade IEED.

Na abertura, a diretora iniciática, Marcia Aparecida da Silva Rangel, dedicou a reunião à contemplação remota Templo Sacerdotal do Terreiro de Iamanjá, reformado recentemente. “Que as vibrações renovadas nos ajudem nesta reunião”.

João Paulo Roque da Silva foi o palestrante do dia. Prestou tributo aos avós, Karus Amélia e Almotes Raul. Segundo ele, o avô era um grande médium. “Ele sempre sabia o que as pessoas sentiam”. João conta que, às vésperas do desencarne, Raul despediu-se de todos, desde companheiros de sacerdócio a familiares.

Querida de tantos sacerdotes, Amélia foi uma espécie de “arrimo” espiritual da família. “Ela sempre pedia pela gente ao Iluminado Ogum Megê”, diz João. Mas um dia ela teve de partir, e os seus tiveram de vir ao Templo. João conheceu a Irmandade na prece de sétimo dia da avó. E o tempo tratou de reunir todos os descendentes de Karus e Almotes na Obra que eles tanto amavam.

As mensagens dos Guias falavam de fé, esperança e do amor maior: “Que o perdão seja a mola mestra de suas vidas”, disse Irmã Maria Angélica. “Cuidem dos seus corpos físicos. Afinal, a matéria é a morada da alma”, pediu Doutor Wilde.

E a mediunidade não deixou de ser contemplada. Disse Frei André: “Cada vez que um filho vem praticar a caridade, fortalece a mediunidade. Mas, se comete um erro, a enfraquece. Usem esse poder com a responsabilidade que ele merece”.

 

Somos todos Avatares

 

O contato com o povo Na'vi faz a identidade de Jake Sully sofrer metamorfose

Depois de tanto tentar e sempre falhar, enfim consigo assistir a Avatar. A produção de James Cameron investe pesado ao combinar terceira dimensão, alta definição e computação gráfica. E é bem-sucedido na empreitada, porque deslumbra numa sucessão impressionante de cores e formas. À primeira vista, Cameron pareceu falar de preservação, em tempos de desmatamento e mudanças climáticas. Mas um olhar mais acurado percebe um mergulho mais profundo na comunhão consigo mesmo e com a espiritualidade. É uma mensagem transmitida com competência por uma linha já experimentada anteriormente – por Edward Zwick em O Último Samurai.

Capitão da Guerra Civil nos Estados Unidos, Nathan Algren vai ao Japão a convite do seu comandante, o coronel Bagley. Tinham como objetivo treinar e equipar o exército na luta contra os samurais. A luta se tornaria desigual, porque os homens do imperador Meiji enfrentariam os rebeldes com armas de fogo. Mesmo com a vantagem tecnológica, contudo, o exército não estava pronto para uma batalha contra lutadores habilidosos e conhecedores dos meandros do ambiente. Era inevitável que saíssem derrotados – e na brincadeira Algren é aprisionado pelos samurais. E, em contato com os samurais, ainda guardiães de valores como honra e lealdade, muda de time.

O fuzileiro naval Jake Sully segue a mesma trilha. Aceita participar do Programa Avatar, comandado pela doutora Grace Augustine. Tinha a missão de assumir uma identidade Na’vi e ganhar a confiança do povo de Pandora, satélite do planeta Polifemo. Sully entrou na dança para conseguir dinheiro para a cura da paraplegia, e servia ao propósito porque é irmão gêmeo de Thomas, um dos cientistas de Grace, que morreu em missão. Sua composição genética, portanto, era ideal para dar prosseguimento à empreitada. O militar, no entanto, deveria responder a uma guarnição bem diferente: o coronel Miles Quaritch e Parker Selfridge, que desejavam extrair unobtainium, um valioso minério existente no lugar. Precisava conseguir a mudança dos nativos via negociação. Mas a identidade de Sully começa a sofrer uma metamorfose: encontra na tribo um novo sentido pra vida e em Neytiri o amor.

 

O Último Samurai: Avatar bebe da mesma fonte

Quando foi lançado, Avatar chamou a atenção por reexplorar uma tecnologia até então adormecida no cinema: a terceira dimensão. Aliando-a à ascendente alta definição, bombou os cinemas e criou hordas de amantes e detratores. Com um orçamento superior a US$ 400 milhões, o diretor James Cameron abusou também de computação gráfica e efeitos especiais – e obteve um resultado dos mais vistosos, num deslumbre de cores, cenas e sons.

Com tanto atrativo visual, é natural que a trama não trouxesse grandes revoluções. O desejo dos humanos pela árvore sagrada dos Na’vi, depositária do tal unobtainium, aponta para a sanha predatória do homem ao seu ambiente em tempos de mudanças climáticas e insustentabilidade. Quero atentar, contudo, para um sentido em que o filme vai além: a espiritualidade, que se descortinava concreta, com a descoberta em Pandora de uma imensa rede a conectar todas as florestas e seres, numa versão multiplicada do cérebro humano. E a adoração a Eywa não é mera crendice. A árvore-santuário apenas a personifica, mas a divindade existe. Eywa age, ao convocar todos os seres para a guerra contra os predadores.

Transportados para o mundo real, veríamos céu e terra em confronto. Os humanos representam as trevas, não só sob a perspectiva macro, na busca pelo lucro em detrimento do ambiente; mas também por uma ótica aterrorizante, porque expõe as nossas chagas mais atávicas ao nos revelar capazes dos piores meios para atingirmos um fim. Pandora e Na’vi são o céu, fascinante em sua reverência a um ser maior e na manutenção de princípios. Aqui, Na’vi e samurais se encontram, posto que “convertem” o emissor do “mal” e o torna “bom”.

A ligação transcendental não para aí. Avatar tem origem no sânscrito e se desdobra em “aquele que descende de Deus”. Não, não hermetiza em seres tão avançados como Jesus, Buda ou Gandhi, mas universaliza; todos os seres são divinos, e assume uma roupagem terrena que os permite viver um período de aprendizado para posterior passagem a outras jornadas. Cada um a sua maneira, Grace e Sully vivenciaram esse ritual de passagem, assim como Nathan Algren. Como se dessem todos vida ao poeta grego Nikos Kazantzadis: não somos seres terrenos vivendo uma epopeia espiritual, mas seres espirituais vivendo uma epopeia terrena.

Crédito da foto Avatar: Portal R7

Crédito da foto O Último Samurai: Blog Mouser

Templo dos milagres

A mediunidade voltou a dar o tom na Reunião Exotérica desta terça-feira (9). O diretor espiritual, Sergio Florentino Pereira Rangel, convidou para evento no Terreiro de Iamanjá que lidará com a fortificação deste importante instrumento para a evolução espiritual.

Ele aproveitou o gancho para explicar alguns pontos do funcionamento espiritual do trabalho. “Quando o trabalho é aberto, liga-se a Egrégora (vibração representada pelos mestres espirituais da Obra). Ela é uma força viva, uma máquina que se modifica com o passar das horas”. Cada hora é regida por uma falange diferente, o que faz essa engrenagem girar, nunca do mesmo jeito.

Dirigente do terceiro trimestre, Maria Estela dos Santos Abade proferiu a palestra do dia. Contou dos primeiros tempos e de como a mediunidade entrou em sua vida. “Eu queria mudar o mundo, fazer de tudo. Menos trabalhar mediunicamente”. Lembrou-se dos primeiros tempos, na cidade baiana de Feira de Santana, em que as pessoas iam à missa, aos festejos de Cosme e Damião e seguiam trios elétricos. E não ligava muito para isso. “Quando tive os meus 18 anos, o bicho pegou: comecei a incorporar”.

Estela conta que tudo mudou com a maternidade. O nascimento de Nanci deu a direção que faltava. Ela lembra com carinho de uma vez em que chegou com a família quase no final de uma Oração Dominical (reunião mensal dedicada a crianças e adolescentes). “Mãe Benedita (à época, a Entidade ainda se chamava Velha Benedita) já estava indo embora quando chegamos, mas ela não deixou de nos atender”.

Na parte espiritual, os Iluminados Dirigentes falaram de amor, esperança e fé. Vovó Angolinha diz que a expressão “Salve, meus filhos” pode também ser uma súplica dos Guias para que seus filhos sejam salvos. “Toda mãe quer salvar seus filhos, carregá-los no colo. Mas os filhos precisam querer ser ajudados”. Ela pediu ainda um exame de consciência, para que os filhos troquem seus defeitos por virtudes.

Já Maria de Guiné apelou para a esperança. “Peçam por seus milagres este mês. E, no dia 31, agradeçam as graças concedidas com a oração de vocês.” Velho João recomendou perseverança. “Por mais difícil que seja a caminhada, não desistam. Persistam!”

O Iluminado Ogum Megê deu uma atenção especial a novos integrantes da Auréola: Maria Aparecida da Silva Pereira, Ana Paula de Melo Castanho, Luiz Otávio de Melo Castanho Filho e Gilberto Freire Borba. “Antigamente, os filhos entravam para se curar. Mas vocês já venceram essa fase. Vieram para agregar”

Quem me dera agora eu tivesse a viola pra cantar

Os idos de 67 já sinalizavam os tempos de ferro e fogo. A “revolução” se refletia nas canções. Dedilhando uma viola caipira, o artista queria dar o seu recado. Olhou em volta, árido mundo: nem sombra, nem sol, nem vento.

O chumbo já fazia os seus mártires. “Tinha um que jurou me quebrar”. O trovador, tão generoso, abstrai a dor e o receio, e em sua memória seletiva, só vê o mar. Ao fim do cantar, promete expressar todo o seu lamento.

Ao buscar a viola jogada no mundo, irmana-se a um companheiro tragado pela roda viva. Não posso fazer serenata. A roda de samba acabou. E nem mesmo a saudade restou.

“Quem me dera agora eu tivesse a viola pra cantar…”

Os dois se encontram quase opostos em festival tido como o da virada. O qual, diz-se, banhou-se da oposição entre o protesto e a guitarra. Do lado de lá os novos baianos caminhavam sem lenço e sem documento em encontro à tragédia de João, José e Juliana. Era a transição da Bossa vendo surgir a Tropicália. Purismo versus eletricidade.  Direita versus esquerda.

O violeiro, na verdade, se irmana ao cantador em cujo peito há um amor que não morreu. Conta que faria parceria com Dori, que já era firmado com Nelson Motta. Ficou a melodia que inspirou o refrão. Veio Capinam com a letra, e Ponteio venceu!

Nos tempos de exaltação à atividade mediúnica, louvamos essa platônica busca dos poetas pelas belezas trazidas do céu em som e palavra. Salvem a vidência cerebral de Chico, Edu, Gil e Caetano.

Older posts Newer posts
Optimization WordPress Plugins & Solutions by W3 EDGE