A Revda. Ana Cristina Mussi foi a responsável por encerrar, no dia 29/08, o ciclo de palestras do Mês do Médium na IEED-SP, após um período de muitos conhecimentos e reflexões compartilhadas pelos palestrantes do mês de agosto, que nos presenteou neste ano com cinco terças-feiras.

A reverenda começou sua explanação citando e elogiando os temas das palestras das terças-feiras anteriores, para então dar início ao seu relato sobre Mediunidade. Veja o que ela falou a todos:

Salve a todos! Que responsabilidade em encerrar esse ciclo de palestras sobre Mediunidade. Durante esse mês, foram vários relatos e abordagens tão bonitas e especiais. Ouvimos sobre o maior dos Médiuns – Jesus; sobre o nosso grande Missionário – Hilda Roxo; sobre o trabalho dos Guias e também sobre tudo o que cerca a nossa Irmandade para que possamos realizar os nossos trabalhos.

Nesse momento, escolhi desdobrar a Mediunidade no seu conceito de CAMINHO!

Em nossa Irmandade, há uma oração que começa assim: ‘Ser Iniciado é colocar-se de pé para dizer: Oh Amado Mestre, eu quero caminhar…’

E nessa jornada conquistamos o direito às nossas cabalas, aos ensinamentos maravilhosos dessa casa e às nossas armas espirituais para seguir nosso caminho espiritual.

O caminho deve ser seguido, e para isso temos que ter um objetivo, um ponto de chegada. E quando alcançamos esse ponto, outro objetivo deve surgir para que possamos prosseguir.

É importante alcançar um objetivo, mas, muitas vezes, o principal é entender o caminho até ele.

Quem disse que o caminho seria fácil ou difícil, curto ou longo, iluminado ou escuro, reto ou tortuoso, espinhoso ou florido…? Tudo isso vai depender de como nós nos colocamos diante dele. De como o encaramos e enxergamos.

Precisamos entender que às vezes temos a oportunidade de pegar um retorno e ter a segunda chance de recomeçar do mesmo ponto de partida. E ainda assim nos irritamos com o tempo perdido sem entender o benefício dessa segunda chance.

Outras vezes, queremos tanto ter a chance de recomeçar, mas o caminho é fechado, sem volta… E só nos resta enfrentá-lo.

Mais difícil ainda é quando o caminho se abre em várias direções. A dificuldade é saber escolher a direção correta.

Outras vezes, temos tantas pedras em nosso caminho, que é um peso para levantá-las e há muita dificuldade para contorná-las, que não conseguimos entender que tudo isso foi apenas para nos deixar mais fortes e robustos em nossa chegada. Se não fossem as pedras, não teríamos força para o nosso futuro.

Mas o que a mediunidade tem a ver com esse Caminho? Para mim, TUDO.

A mediunidade, ouvindo e praticando os conselhos recebidos dos guias, fez com o que um caminho aparentemente sem saída se abrisse, e uma luz me guiasse…

Estudando os ensinamentos deixados pelo Missionário, a mediunidade me fez entender que o caminho é eterno. O caminho é espiritual e eu preciso me colocar diante dele com todas as armas e ter certeza da vitória.

Ministrando cursos para as Valorosas, entendi que o caminho da mulher é tão complexo como é o nosso psíquico. Como é importante saber cuidar e tratar das nossas neuras espirituais.

A mediunidade me fez ouvir o silêncio, tocar o intangível, enxergar no escuro, transformou o sabor amargo em doce, e agora me faz falar para os senhores e para outros que não nos veem…

A mediunidade é de cada um e em todos os momentos de nossas vidas: da concepção, do nascimento à eternidade. O exercício mais fácil da mediunidade é quando estamos aqui dentro da Irmandade com a proteção da Egrégora (nosso altar iluminado). No entanto, o mais difícil e também muito mais gratificante é quando a praticamos fora daqui, aos desconhecidos. Esse é o grande desafio.

Sobre o meu caminho ou o caminho de cada um… Eu desejo que a mediunidade de cada um os guie. Que os nossos cinco sentidos estejam em positividade para senti-la. Que deixemos os medos, anseios e temores de lado, para que a sensibilidade e a essência da mediunidade nos tome, não só em incorporações, mas em todas as nossas ações.

Que a Mediunidade não seja blindada pelos nossos sentimentos terrenos e sim que ela nos blinde dos ataques das forças terrenas.

A essa Casa, aos Guias – meus guardiões, aos Mestres – meus protetores, e a todos os irmãos que contribuíram para o caminho da minha vida, que eu consegui traçar e percorrer, registro aqui os meus sinceros agradecimentos.

Que realmente nos coloquemos de pé para caminhar…

Hosanas à Mediunidade e ao Médium que a exerce em plenitude.