Na Irmandade Espiritual Estrela D’Alva, setembro é um mês especial: além da Cerimônia de Entrega do 3º Trimestre, que acontece sempre no sábado e domingo mais próximos à Lua Cheia, e da Cerimônia em Homenagem a São Cosme e Damião, realizada no fim de semana próximo ao dia 27 (data em que os santos são celebrados), os filhos de Estrela D’Alva comemoram no 9º mês do ano o Mês Santifical e o mês do aniversário de Reverendíssima Maly Hilda, idealizadora e fundadora da IEED, que em 2017 completaria 107 anos.

Em virtude disso, para homenagear o Missionário, que tanto lutou para que a IEED se erguesse, toda terça-feira de setembro, antes do início das cerimônias, são ministradas pequenas palestras e depoimentos sobre Reveredíssima Maly Hilda.

A primeira palestra de setembro de 2017 na IEED-SP foi proferida no dia 05/09 pela Revda. Ana Cristina Mussi. Veja na íntegra o que a reverenda falou e conheça um pouco mais sobre a linda história de Maly Hilda:

Salve a todos! Chegamos em setembro, e como em todos os anos, o dedicamos a homenagear e exaltar a fundadora da nossa Irmandade, Revda. Maly Hilda. Por mais que os anos passem, a sua força exala e a sua luz irradia em todos os cantos dessa Irmandade. É ao seu comando que os copos se abrem para recolherem os nossos trabalhos, limpar as nossas inferioridades e proteger os nossos caminhos. Nós, aqui presentes, temos a honra de ser os seus discípulos e seguidores, guiados pelos seus ensinamentos e rituais.

Hilda nasceu em 3 de setembro de 1910 e, desde criança, começou seu trabalho de Missionário. Se não fosse a grandiosidade de seu espírito e a sua aceitação das mensagens e designações recebidas dos Mestres, ela – como Mulher – não teria suplantado as dores físicas e morais que sofreu.

Com base no livro “Minha Vida Mediúnica”, de sua autoria, Hilda, quase que em um desabafo, ao se referir ao seu Grande Amor, disse: ‘Lutei, lutei desesperadamente entre o ideal e o lar’. Uma mulher que idolatrava seu companheiro, que o tinha como único homem que amou em toda sua vida, precisava o deixar livre para que ela pudesse seguir sua Missão. Aos que teciam comentários maldosos e a difamavam injustamente, pensava com sofreguidão…. ‘Se soubessem o que me custou perdê-lo… Não conhecem o drama dos Missionários’!

Hilda era uma Mulher bela, altiva, vaidosa, mas que precisou por muitas vezes renunciar à sua feminilidade e esconder sua beleza para realizar seus trabalhos mediúnicos.

Ao comando de Mestre Wandú, fundou a Irmandade, no Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1938. O Templo Filhos de Sua Santidade Deusa Lunar, em São Paulo, foi fundado em 22 de outubro de 1960. E seu último trabalho foi fundar, em 5 de dezembro de 1971, o Terreiro de Iamanjá, no Jardim Colibri, em Cotia-SP.

Quantos anos se passaram e estamos aqui, na sua Casa, em busca de encaminhamento e cura… Uma glória aos que tiveram o privilégio de conviver com o Missionário Maly Hilda, agraciados pelas forças iniciáticas e registrados com seus nomes de espírito. Felizardos e fiéis os que nem a conheceram, mas sentem a sua energia e seguem a sua obra, apoiados aos Magos da Sabedoria a que se dedicam.

Falar da Hilda – Mulher – e da Hilda como médium é um conjunto de emoções e reflexões. Uma mulher que se resignava à dor para viver o amor aos Mestres e cumprir com sua árdua missão.

Uma Mulher guerreira e amável, incansável, autodidata, e com uma sabedoria incomensurável. Hilda, jornalista, escritora, bailarina, musicista, compositora e muito mais além da médium que realizou grandes trabalhos de cura e lutou pelo reconhecimento da religião espírita.

Viajou pelo Brasil e pelo Mundo, deixando grandes feitos e sua marca por onde passou.

Hilda, considerada uma Mulher à frente do seu tempo…. Eu posso dizer que Hilda é Eterna. Sua obra é sublime. A sua Irmandade, que na verdade é nossa, está aqui. Seus Templos somos nós.  Seus ensinamentos são nossos passes. A sua Escola de Aparelhos é a nossa Auréola. A perpetuidade da sua Missão está dentro de nós.

Muito obrigada, Maly Hilda. Se estamos aqui hoje, foi porque você um dia lutou por nós.

Hosanas à Revda. Maly Hilda!