O Carnaval é a festa popular mais celebrada no Brasil e que, ao longo do tempo, tornou-se elemento da cultura nacional. Mas a origem da festividade é mais antiga do que muitos pensam e tem uma relação estreita com a religião.

A origem do Carnaval
O Carnaval é uma herança de várias comemorações realizadas na Antiguidade – mais precisamente a partir do século VI a.C. – por povos como os egípcios, hebreus, gregos e romanos. Esses festejos pagãos serviam para celebrar grandes colheitas e principalmente louvar divindades.

As associações entre o carnaval e a devassidão podem estar relacionadas às festas de origem greco-romana, como os bacanais (festas dionisíacas, para os gregos). Eram festas dedicadas ao deus do vinho, Baco (ou Dionísio, para os gregos), marcadas pela embriaguez e pela entrega aos prazeres da carne.

Mas é provável que as mais importantes festas ancestrais do Carnaval tenham sido as “saturnais”, realizadas na Roma antiga em exaltação a Saturno, deus da agricultura. Na época dessa celebração, as escolas fechavam, os escravos eram soltos e os romanos dançavam pelas ruas.

Havia até uma espécie de “bisavô” dos atuais carros alegóricos. Eles levavam homens e mulheres nus e eram chamados de carrum navalis, algo como “carro naval”, pois tinham formato semelhante a navios. Alguns pesquisadores enxergam aí a origem da palavra “carnaval”.

Porém, a maior parte dos especialistas defende que o termo vem de outra expressão latina: carnem levare, que significa “retirar ou ficar livre da carne”. Isso porque, na Idade Média, essas velhas festividades pagãs foram incorporadas pela Igreja Católica, passando a marcar os últimos dias de “liberdade” antes das restrições impostas pelo período conhecido pelos cristãos como Quaresma (os 40 dias anteriores à Páscoa), no qual o consumo de carne era proibido. A variação da data do Carnaval no calendário se deve justamente à ligação direta com a Páscoa – que, no Hemisfério Sul, sempre acontece no primeiro domingo após a primeira Lua Cheia do outono.

Determinada a data do feriado pascal, basta retroceder 46 dias no calendário (40 da Quaresma mais seis da Semana Santa) para se chegar à Quarta-Feira de Cinzas.

A comemoração do Carnaval adquiriu diferentes formas nos países católicos que mantiveram a celebração. No Brasil, como em outras partes do mundo, fantasias e adereços como confete e serpentina caracterizam a festança que acontece ao som de muita música.

A Umbanda e o Carnaval
Para a Irmandade Espiritual Estrela D’Alva, no período de Carnaval a terra fica entregue às forças materializadas e praticamente sem proteção espiritual. Por isso, é aconselhável às pessoas não se exporem desnecessariamente e tomarem muito cuidado para não cometer exageros.

Isso acontece porque existem espíritos que, quando encarnados, se desequilibram e tomam o caminho dos vícios, contrário ao das virtudes. Muitos se viciam em álcool, sexo, drogas etc. Ao desencarnarem, estes espíritos continuam viciados e andam perambulando no mundo terreno à procura de alguém que está bebendo, tendo relações sexuais, se drogando, para que através destas pessoas eles continuem alimentando seus vícios.

Como o inconsciente coletivo da população no Carnaval é de que “está tudo liberado”, estes espíritos são naturalmente atraídos em massa para os locais de festa. Quando bebemos, alteramos a nossa consciência para o polo negativo e passamos a atrair, além dos espíritos viciados, espíritos que estarão nos incentivando ao máximo para que façamos algo de errado.

Alguns espíritos viciados em sexo chegam até a estimular os órgãos genitais de homens e mulheres para que eles sintam um desejo incontrolável de se relacionar – muitas vezes de forma irresponsável e desprotegida, promovendo a devassidão.

Apesar de tudo isso, a religião não proíbe que as pessoas curtam o Carnaval, apenas as aconselha a não cometer exageros.

Na IEED, durante o período de Carnaval,  os sacerdotes ficam reclusos nos templos para se protegerem das forças materializadas que andam neste plano. Essa reclusão – que vai das 18h do sábado de Carnaval até as primeiras horas da quarta-feira de cinzas – é um refúgio espiritual que serve também para a aquisição de conhecimento sobre a espiritualidade, já que os participantes têm aulas e conversam sobre o tema, e ainda fortalecem a união e a cooperação mútua, já que todos dividem tarefas cotidianas no templo durante o período.

 

Fontes: Super Interessante, Brasil Escola e Espiritualidade e Umbanda