São Sebastião, ao fundo, dá os primeiros passos do Ano Lunar

O dia dedicado aos Reis Magos pontifica o fim dos festejos natalinos. Mistérios da história antiga, conta-se que eram três e seguiram uma estrela que os levaria ao rei dos judeus. Chamados de Baltazar, Melchior e Gaspar, eram seguidores do zoroastrismo, que, tal qual as crenças ocidentais, acreditam na vinda de um “messias”.

Os Reis teriam encontrado o rei Herodes – aquele que, de acordo com o evangelho de Mateus, conhecedor das escrituras que prenunciavam o rei, já temia o tal Messias. Teria pedido a eles que lhe ensinasse o caminho da criança para A adorar. Mas, alertados pelos céus, voltaram ao Oriente por outro caminho.

Um programa-documentário chamado “Detetives do passado” perseguiu a história desses vultos. Descobriu que seus restos mortais dão a dica de que se trata de três homens de diferentes faixas etárias: um homem em idade avançada, um homem adulto e um jovem. Pelo Ensinamento IEED, Baltazar, talvez o velho, personaliza Wandú e traz o ouro, representante do Sol, que reverencia a grandiosidade espiritual de Jesus.

Melchior, o adulto, é Wantuil e presenteia com a mirra. Usada pelos egípcios como embalsamadora em rituais de mumificação, representa a libertação do espírito de suas mazelas terrenas. Gaspar, o jovem, trazia o incenso, que simboliza purificação da matéria para a sua ligação com o Superior.

Na primeira cerimônia de 2012, dedicada a Mestre Wandú, os sacerdotes agradeceram por ter vencido as adversidades da vida. “Agradeço a todas as vezes em que ela me disse ‘não'” disse Livia de Campos Benedicto, que em 6 de janeiro completou 33 anos e prestou emocionada homenagem à mãe, Arlete Aparecida Jesuíno de Campos. O Irmão Maçon-mor Cesar Alexandre Paglarin comemorou a unificação e o comprometimento dos integrantes da Maçonaria Oriental Wanduísta, que completava 60 anos.

Nos momentos finais, Wen Chen, uma das esposas de Wandú, recebeu os agradecimentos e celebrou o amor. O presépio partiu levando os pedidos e deixando as esperanças.